Carro usado perde até 20 vezes mais valor na troca do que na revenda

Levantamento da KBB revela discrepância entre o preço pago por uma concessionária na troca por outro veículo e aquele negociado numa venda individual

Um dos grandes receios de quem vai ao mercado em busca de um carro para troca é qual será o valor de revenda do veículo que atualmente está na sua garagem.

A preocupação faz sentido, já que há modelos que tendem a possuir uma maior depreciação que outros.

Aqui cabe um parênteses: é necessário entender que depreciação é a apuração de quanto um veículo vale para ser revendido após um determinado período de tempo, levando em conta o valor de um modelo zero-quilômetro e o valor pelo qual o mesmo carro é revendido pelos lojistas. Nada a ver com desvalorização.

Neste sentido, há dois tipos de depreciação: de revenda e de troca. E é neste ponto em que reside a discrepância na perda de valor dos modelos.

Isso porque, quando um carro usado é vendido para um lojista (depreciação de troca), deve-se levar em conta os vários custos do revendedor que interferem no preço a ser pago pelo veículo, tais como impostos, salários dos funcionários e a própria margem de lucro do comerciante.

Estes gastos não afetam o preço do carro quando há uma venda direta entre pessoas físicas (depreciação de revenda), havendo assim uma menor desvalorização do veículo.

Uma pesquisa realizada pela KBB a pedido de QUATRO RODAS revela que alguns modelos chegam a perder até dez vezes mais valor em uma troca que em uma venda negociada diretamente entre vendedor e comprador, sem intermediários.

Um Ford Ka S 2019, por exemplo, tem depreciação de -4,64% na revenda, enquanto sua depreciação de troca é de -51,44%. Uma perda 11 vezes maior.

Já um Chevrolet Onix Joy 2019 apresenta uma depreciação de revenda de 0,96% e uma depreciação de troca de 19,52%, diferença de 20,33 vezes.

Entre os modelos da pesquisa, a menor diferença apresentada foi a do Jeep Renegade Longitude 2019. O SUV compacto tem uma depreciação de revenda de -30,34%, enquanto a depreciação de troca é de -41,22%.

Em todos os casos, cabe-se dizer que, embora seja mais trabalhosa e demande mais empenho por parte do vendedor, a venda direta é sempre mais lucrativa que a troca ou venda para revendedores.

Confira na tabela a diferença entre as depreciações de revenda e de troca de 12 dos principais modelos vendidos no Brasil (seguindo uma média de todas as versões).

Para a obtenção do resultado, foi levada em conta a média das depreciações entre cada uma das versões dos carros.

ModeloDeprec. revenda (jan 19 – jan 20)Deprec. troca (jan 19- jan 20)

Chevrolet Onix-5,16%-25,01%

Fiat Argo-11,67%-32,85%

Ford Ka-10,56%-36,51%

Ford Ka Sedan-13,39%-36,92%

Hyundai Creta-8,18%-34,71%

Hyundai HB20-5,97%-28,25%

Jeep Compass-15,07%-32,56%

Jeep Renegade-16,60%-31,63%

Renault Kwid-7,24%-33,62%

Toyota Corolla-4,41%-20,69%

Volkswagen Polo-6,71%-25,80% Por:


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