Freio de carro depende de manutenção periódica para funcionar bem.

Componentes como pastilhas, discos, lonas e tambores não têm vida útil pré-determinada: é preciso atenção para saber quando é hora de trocá-los.

Freio de carro, independentemente da marca ou do modelo, sofre desgaste natural. Isso significa que, cedo ou tarde, os componentes desse sistema, que incluem pastilhas, discos, lonas, tambores e fluido, precisarão ser substituídos. A questão é que longevidade pode variar bastante, como explica Daniel Lovizaro, gerente de Assistência, Serviços e Treinamento Técnico Automotivo da Bosch: “a vida útil depende de vários fatores, com o tipo de veículo e sua aplicação. Até mesmo o uso em estrada ou cidade, tudo isso influencia,” explica.

O estilo de direção também interfere diretamente no desgaste dos componentes do sistema de freios. “Se a condução é serena, com acelerações e frenagens mais tranquilas, a durabilidade é maior. Motoristas que dirigem de maneira mais agressiva reduzem a vida útil dos componentes”, pondera Lovizaro.

Em todo caso, geralmente os componentes das rodas dianteiras do freio de carro sofrem desgaste mais acentuado. Consequentemente, são os primeiros a precisar de substituição. Isso acontece porque o eixo frontal responde por aproximadamente 70% do poder de frenagem do veículo. Na maioria esmagadora dos automóveis, o conjunto ali é composto por discos e pastilhas.

A pastilhas são os componentes, que, em tese, sofrem desgaste mais acelerado. São essas peças que tocam os discos, desacelerando as rodas e imobilizando o veículo. A superfície de atrito das pastilhas é um composto de resinas, fibras e fragmentos metálicos. Esse material vai se desgastando naturalmente em função do atrito com o disco, que por sua vez é feito de liga metálica.

Quando fazer a troca das pastilhas?

De acordo com o Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi-Brasil), a espessura das pastilhas não deve ser inferior a 2 mm. A partir de tal marca, a capacidade de frenagem do veículo fica comprometida, de modo que é necessário trocá-las. Além disso, sem material de atrito, há contato direto de partes metálicas das pinças com os discos, o que compromete a vida útil de ambos os componentes.

O Cesvi-Brasil explica que alguns veículos possuem dispositivos cuja finalidade é justamente indicar o nível de desgaste das pastilhas. Nos modelos mais modernos, o sistema é eletrônico: a pastilha possui um tipo de sensor, que acende uma luz amarela de manutenção quando o desgaste chega ao limite.

Outro tipo de alerta de desgaste, mais comum, é um batente metálico. Quando a espessura da pastilha atinge determinado nível, esse batente entra em contato com o disco. O resultado é um ruído característico, que indica o momento de substituir a pastilha. Ao ficar atento a esses indicadores, o motorista evita que o freio de carro percam eficiência.

Geralmente, os prazos de revisão estipulados pelo fabricante do veículo, prescritos no manual do proprietário, já incluem a verificação dos freios. Isso acontece justamente por causa da variação da vida útil desses componentes. Se o motorista desconhece o plano de manutenção programada estipulado pelo manual o proprietário, o Cesvi-Brasil aconselha fazer a checagem a cada 5.000 km.

Discos de freio de carro também sofrem desgaste

Durante a troca das pastilhas, é preciso fazer a manutenção também dos discos de freio. Lovizaro esclarece que esses itens não precisam, necessariamente, ser trocados junto com as pastilhas. É possível fazer um recondicionamento, normalmente chamado de passe. “Tudo vai depender das condições do componente e de como o procedimento é realizado. Se o disco ainda tem espessura dentro do limite, o passe pode ser feito. Porém, se estiver empenado, superaquecido (vitrificado) ou com espessura próxima do nível mínimo, esse procedimento não é recomendado”, pontua.

O especialista da Bosch salienta que a opção pela troca do disco ou pelo recondicionamento segue critérios técnicos e econômicos. “O mecânico mede o componente com um paquímetro ou com um micrômetro e avalia se é possível fazer o passe. O valor mínimo de espessura vem gravado no disco, justamente para que o profissional possa vê-lo com facilidade”, destaca.

O que Lovizaro reprova é a troca das pastilhas sem qualquer tipo de manutenção nos discos. “A regra de ouro é: toda vez que eu trocar a pastilha, a superfície de contato tem que ser nova. Se eu aplico uma pastilha nova num disco gasto, os dois componentes não vão encostar totalmente um no outro. Isso pode gerar superaquecimento e até prejudicar a capacidade de frenagem”, alerta.

É importante lembrar que o perfeito assentamento das novas pastilhas acontece nos primeiros 200 km ou até 500 km rodados em perímetro urbano. Durante esse período, pode ocorrer alguma perda de eficiência ou superaquecimento durante as frenagens. Assim, o condutor deve evitar freadas bruscas ou contínuas, além de carregamento excessivo do veículo durante esse período. “O sistema de freios vai funcionar, sem nenhum perigo. Mas o motorista deve ter cuidado e prudência, porque o coeficiente de atrito ainda não é o ideal”, ressalva o gerente da Bosch.

Outra dica: discos e pastilhas de freio devem ser substituídos sempre aos pares, recomenda o Cesvi-Brasil. Ou seja, cada eixo deve receber novos componentes em ambos os lados, para não causar desestabilização na hora da frenagem. Geralmente, o jogo de pastilhas é fornecido com quatro componentes: dois para cada roda. A substituição aos pares vale ainda para componentes como lonas, tambores e cilindros de freio.

Por: AutoPapo

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